Do pedido de ajuda à prisão: cronologia mostra como pais de menino doente foram condenados por desvio de dinheiro arrecadado

  • 24/05/2024
(Foto: Reprodução)
Pai e mãe foram presos em Joinville na quarta-feira (22). Defesa diz que pediu liberdade provisória do casal à Justiça. Menino Jonatas com os pais, Renato e Aline Openkoski Reprodução/Redes sociais Renato e Aline Openkoski, pais do menino Jonatas, que tinha Atrofia Muscular Espinhal (AME), foram presos na quarta-feira (22) em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após condenação por estelionato e apropriação de bens. O g1 preparou uma cronologia para explicar o que aconteceu desde a campanha, em 2017, feita por eles para arrecadar dinheiro para comprar um remédio para o filho, a investigação, o processo judicial e a prisão dos réus. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp 2017 — campanha iniciada 💡 A campanha "AME Jonatas" foi criada em 2017 por Renato e Aline. O objeto era arrecadar recursos para o tratamento da criança. A campanha, que repercutiu nacionalmente, arrecadou cerca de R$ 3 milhões. 2018 — apreensão de bens e denúncia 🚫 Em 16 de janeiro, a Justiça bloqueou os valores arrecadados pela campanha, cerca de R$ 3 milhões, e um veículo de R$ 140 mil no nome dos pais da criança. A família morava em Joinville. O bloqueio foi feito a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por suspeita de que parte do dinheiro da campanha ter sido usado para pagar luxos. 🔎 Em fevereiro, a Polícia Civil de Santa Catarina começou a investigar a campanha por suspeita de apropriação indébita, também a pedido do MPSC. O Ministério Público divulgou na época que denúncias feitas à Promotoria de Justiça diziam que o casal teria passado o réveillon em Fernando de Noronha e comprado um veículo de R$ 140 mil. ❌ Em 1º de março, a Polícia Civil apreendeu um carro avaliado em R$ 140 mil, celulares, alianças no valor de R$ 7 mil, relógios e outros objetos na casa da família. Carro que pais compraram com recursos da campanha, segundo Justiça Reprodução/NSC TV 👉 Em 15 de outubro, o MPSC denunciou Renato e Aline Openkoski por estelionato e apropriação de parte do dinheiro arrecadado para o tratamento do filho. Na denúncia, o Ministério Público disse que os pais se apropriaram de R$ 201.150 mil da campanha. De acordo com o MPSC, os pais adquiriram itens pessoais, incluindo celulares, componentes automotivos, um conjunto de talheres e um skate. Além disso, investiram em vestuário, calçados e joias. Os gastos se estenderam a mensalidades de academia para eles e parentes. Um carro de luxo, avaliado em R$ 140 mil, também foi comprado com o dinheiro da campanha. Eles ainda custearam despesas em restaurantes e casas noturnas, compraram um sistema de som e realizaram uma viagem a Fernando de Noronha, cujo valor totalizou R$ 7.883,12. De acordo com o órgão, essa apropriação indevida dos valores da campanha ocorreu entre março e dezembro de 2017. ✅ Em 23 de outubro, a Justiça de Joinville aceitou a denúncia do Ministério Público contra os pais. Eles se tornaram réus por estelionato e por se apropriarem de parte do dinheiro arrecadado na campanha. 2022 — morte de Jonatas e pais condenados Em 24 de janeiro, Jonatas morreu após ter uma parada cardíaca. Em 21 de outubro, os pais do menino foram condenados pela Justiça catarinense por estelionato e apropriação de bens. Renato e Aline Openkoski foram acusados de usar parte dos R$ 3 milhões arrecadados na campanha para adquirir bens de luxo. Ambos puderam recorrer em liberdade. Segundo a Justiça, não havia motivo para decretação de prisão preventiva. 2024 — pais presos ⏳ Em 25 de março, terminou o período em que os réus podiam recorrer. Foram expedidos os mandados de prisão dos dois. A polícia não os localizou inicialmente e considerou os dois como foragidos, segundo o delegado Rodrigo Maciel. 👉 Em 22 de maio, Renato e Aline Openkoski foram presos em Joinville. Os dois foram encontrados escondidos em um imóvel no Morro do Meio. Condenações Renato foi condenado a 38 anos, 2 meses e 10 dias de prisão em regime fechado, além de multa, por estelionato e por apropriação de bens de pessoa com deficiência por 18 vezes. Aline recebeu pena de 22 anos, 7 meses e 10 dias de prisão em regime fechado, além de multa, por estelionato e apropriação de bens de pessoa com deficiência por nove vezes. O crime de estelionato está previsto no artigo 171 do Código Penal. O crime de apropriação de bens de pessoa com deficiência está previsto no artigo 89 do Estatuto da Pessoa com Deficiência. O que diz a defesa do casal A defesa de Renato e Aline Openkoski disse que entrou com uma medida judicial na quinta (23). "Foi efetuado o pedido de relaxamento de prisão para obtenção de liberdade provisória. O fundamento, em tese, seria, no caso da mãe das crianças, ter outros filhos, fora o Jonatas, que, infelizmente por um infortúnio, veio a falecer. E também primário, bons antecedentes, com endereço e trabalhos fixos quanto ao outro corréu", explicou o advogado Emanuel Stopassola. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Pais condenados por apropriação do dinheiro de campanha de filho com AME são presos VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2024/05/24/cronologia-ame-jonatas.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Anunciantes